Fatias contadas

Eu passava férias de verão na casa de minha irmã, no Ceará. Fui ao mercado várias vezes e em quase todas percebi que muitas pessoas compravam frios fatiados por unidade. Duas fatias de presunto, por favor. Semanas depois, em um sábado em São Paulo, na fila da padaria Barcelona, eu “precisava” de um chamego de... Continuar Lendo →

O peixe que é caminho

A questão é de trilha (um peixe), de saudade do que eu ainda não comi e de cultivar um espírito aventureiro. Recalcular a rota. Por que não? Não sei. Nesses primeiros dias do ano ímpar de 2017, a confusão de prazer e serviço está um tanto acentuada. Depois de férias parciais, voltei para São Paulo... Continuar Lendo →

Migalhas no teclado

Comer a trabalho e a passeio é algo que tenho feito nos últimos dez anos. E, desde que me vi enovelada pelo comer misturado ao ofício de escrever, migalhas de pão inevitavelmente escapam para o teclado. É preciso estar atento e forte e passar aspirador sobre as teclas. Sempre. Melhor dizendo: comer – em casa... Continuar Lendo →

Questão de ouvir os velhos

Eu pedia para ela me benzer sempre que eu tinha alguma coisa: sensação de tudo por um triz; decisão difícil de tomar; acidente de trânsito desses que fazem a cabeça girar sobre o pescoço e voltar para o lugar mexida mais pelas consequências morais do que as físicas. Uma panela que me escapava da mão.... Continuar Lendo →

Questão de piquenique, gestos e saudades

Fiz um piquenique no Jardim Botânico de São Paulo no sábado passado. Estava a ponto de bater a porta quando vi uma reportagem que falava de empresas especializadas em organizar piqueniques. As pessoas chegam a pagar 2 000 reais para ter mobiliário, acessórios e quitutes sob medida para a ocasião. É basicamente um suporte material.... Continuar Lendo →

Questão de percepção (e realidade)

Quando eu descobri que estava grávida (calma, não foi hoje, tem pouco mais de cinco anos), era setembro, como agora. Eu estava na cidade de Pirenópolis acompanhando um festival internacional de cinema e alimentação. Foi a primeira e bonita edição do Slow Filme, semana que vem começa a sexta. Lembro que na noite inicial comemos um autêntico... Continuar Lendo →

Questão de jabuticaba (e paciência)

É tempo de jabuticaba. O que isso significa, além da oportunidade maravilhosa de ir à feira e voltar com os braços carregados delas, que explodem na boca e nos levam a um quintal sombreado? O espanto pelo achado é agradável (eu gosto de jabuticaba), e também significa que talvez estejamos mimados pela conveniência, desaprendendo a... Continuar Lendo →

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